Resumo
A pesca do polvo é um recurso importante para as comunidades costeiras em grande parte da região WIO. Em muitas zonas costeiras com recifes de coral, a pesca do polvo domina o esforço de pesca em pequena escala e é uma atividade econômica particularmente importante para mulheres e homens. Este relatório analisa a situação da pesca de polvo no Oceano Índico Ocidental, como parte dos esforços para melhorar o conhecimento regional. Ele examina as tendências nas capturas, importações e exportações de polvo em nível global e regional e explora o status, a extensão e a estrutura da pesca em oito estados da WIO: Madagascar, Rodrigues, Comores, Tanzânia, Zanzibar, Seychelles, Quênia e Moçambique.
Principais conclusões
• A captura global de polvo atingiu o pico de quase 380,000 toneladas em 2007 e, desde então, diminuiu em um décimo, para 335,865 toneladas em 2012.
• O crescimento nas capturas de polvo desde 1990 não ocorreu de forma uniforme. A África era a principal região de captura de polvo em 1990, mas desde então viu sua participação no total global cair pela metade, de 35% em 1990 para 18% em 2012.
• Em escala global, China, Marrocos, Mauritânia, Espanha e Vietnã são os principais exportadores de polvo.
• As importações globais de polvo totalizaram uma média de US$ 1.6 bilhão por ano entre 2009 e 2013. Os principais mercados estão concentrados na Ásia e na Europa, particularmente no Japão, na Coreia do Sul, na Itália e na Espanha.
• A Tanzânia, Madagascar e o Quénia são os maiores exportadores de polvo no Oceano Índico Ocidental e têm como alvo principal os mercados da UE, em particular Portugal, Itália, França e Espanha.
• A pesca artesanal de polvo é praticada há séculos no Oceano Índico Ocidental e é uma importante atividade econômica e de subsistência para muitas comunidades costeiras, especialmente na Tanzânia, Madagascar, Rodrigues e Moçambique.